O escultor José Cristóvão Batista, 54 anos, é natural de Ituporanga, mas tem alma lageana e, espalhadas pela cidade, algumas de suas obras, como o Boi de Botas, o Trançador, os Tropeiros, o Carro de Molas, os Imigrantes e as Lavadeiras do Tanque. Além da dedicação à arte, o trabalho do escultor se mistura com a busca pelo desenvolvimento do turismo em Lages e região.
Foi na infância, ao assistir a passagem dos tropeiros pela Serra Catarinense, que ele começou a desenvolver as suas habilidades como escultor, moldando seus brinquedos com argila. “A gente tinha que usar bastante a criatividade. Então, surgiram a argila, a madeira, os metais. No meio da criação dos brinquedos, com o passar do tempo, fui desenvolvendo essa habilidade de fazer objetos com argila”, conta.
Autodidata, Batista desenvolveu suas próprias técnicas, como a escultura sobre a base de concreto armado, arame e ferro, e moldagem em blocos. “Às vezes, estou fazendo uma obra, surge uma dificuldade e eu vou buscar uma solução. Hoje consigo construir no meu pátio uma obra de 100 metros de altura”.
No início da década de 70, Batista viajou pelo país e exterior, expondo sua arte, aprendendo sobre os grandes monumentos e desenvolvendo suas técnicas. “Fui para Joinville, lá expus no Museu de Arte Moderna, no Salão de Arte do Paraná e no Litoral. Fui para a Europa, Espanha, pesquisando sobre os monumentos e construções históricas. Quando voltei, comecei a fazer a inserção desses monumentos aqui”.
além de troféus para eventos. Além de Lages, Batista possui mais de 40 monumentos espalhados pela Serra Catarinense, do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.
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